Sim, palhaçada! Este é o melhor termo para definir o que aconteceu hoje a noite no Clube Divertido em Ibirubá, durante aquilo que se chamou de “lançamento” do CD do 1º Festival Regional de Música dos Metalúrgicos de Ibirubá. Falta de organização e descência tem limite. Talvez deveríamos ter feito como a banda Vitryne e a banda Direções, que saltaram do barco enquanto ainda era tempo. Mas, infelizmente, eu particularmente, tenho o defeito de peculiar de acreditar na capacidade das pessoas até última instância, mesmo percebendo logo de cara que estou pedindo demais!
Pois bem, o CD foi lançado. CD este que, originalmente, contaria com as 15 músicas classificadas durante a realização do dito festival, entre 19 e 22 de Novembro deste ano. Isso é o que se espera da organização de um festival organizado, idôneo e responsável mas, infelizmente, não foi esse o caso. Das 15 músicas originalmente classificadas, três nem foram gravadas pois os seus intérpretes, num lampejo de consciência, não se apresentaram para gravação. Ainda, foi incluída uma faixa bônus, anunciada como mero detalhe no final do concurso. Não sendo bastante, foram incluídas então três músicas no lugar das desistentes. Incluídas então no final do disco, obedecendo a ordem? NÃO! Incluídas exatamente na posição das que não foram gravadas, prostituindo a “ordem de classificação” que foi tão anunciada durante a realização do evento.
Bom, não quero mais escrever sobre isso. Somente venho para dizer que estou absolutamente indignado. Aiinda, a frase tatuada na contra-capa do CD, “Para tudo começar é preciso ter um início!”, palavras do próprio presidente do Sindicato, Jair Lauxen, me deixam pensativo e temeroso, pois outro festival já foi anunciado pelos mesmos para o mês de Maio de 2010. Se, para tudo começar é preciso ter um início, lamento, mas este evento já teve seu fim decretado, pois começou de uma forma aterradora, infelizmente.
Terminando, o que escrevo aqui pode não representar a idéia de todos os integrantes da Melhor de Três, mas é sim um desabafo meu, de um cara que sofre as consequência por ter esperança. Por ter esperança que as coisas possam ser melhores do que se desenham, mas acaba se dando conta que, na verdade, as coisas que acredita que podem melhorar são simplesmente a merda que estamos vendo, e continuarão sendo.
Mateus Kempin
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